JÉSSICA CYTRUS

Brasília · DF

Jéssica
Cytrus

A mulher que deu a volta por cima — e hoje ajuda outras mulheres a fazer o mesmo.

Gerente de Produtos de TI Empreendedora Ativista contra o feminicídio Mãe solo Ciclista
Retrato de Jéssica Cytrus sorrindo, de blazer escuro, em um escritório
Idealizadora deCorrendo ou Pedalando contra o Feminicídio
41 milseguidores em @jessicacytrusMeu perfil pessoal no Instagram
42,9 milseguidores em @brutasmtbA comunidade da minha marca de ciclismo
15 milpessoas mobilizadasNo Eixão, contra o feminicídio, em setembro de 2026
6caminhadas regionaisLevando a prevenção a várias regiões do DF

@jessicacytrus: número de outubro de 2026. @brutasmtb: referência pública da StarNgage. Os públicos dos dois perfis podem se sobrepor. Mobilização: registro do MPDFT.

Quem sou

Uma mulher, muitas frentes — todas movidas pelo mesmo recomeço

Primeira geração

1ª da família a conquistar um diploma universitário
  • Filha deuma trabalhadora doméstica e de um vigilante
  • FormaçãoCurso técnico em TI, com bolsa
  • GraduaçãoAnálise de Sistemas
  • Pós-graduaçãoGestão de Projetos
  • HojeGerente de Produtos de TI

01 · A PROFISSIONAL DE TECNOLOGIA

Do curso técnico com bolsa à gestão de produtos de tecnologia

Sou Gerente de Produtos de TI. Sou formada em Análise de Sistemas e pós-graduada em Gestão de Projetos. Hoje transformo dados e necessidades reais em produtos digitais que fazem diferença.

Sou filha de uma trabalhadora doméstica e de um vigilante, e fui a primeira da minha família a conquistar um diploma universitário. Cada passo dessa trajetória carrega o esforço deles e a certeza de que a educação muda destinos.

Jéssica Cytrus de macaquinho de ciclismo da Brutas e óculos esportivos, ao ar livre

02 · A EMPREENDEDORA

Duas marcas nascidas do esporte

Fundei a Brutas, uma marca de moda de ciclismo feita por mulheres que pedalam, para mulheres que pedalam. Os macaquinhos são pensados para conforto, performance e autoestima.

Também estou à frente da Grife do Atleta, fábrica de uniformes esportivos personalizados para equipes, assessorias e eventos.

Jéssica Cytrus de braços cruzados, com camiseta rosa “Feminicídio nunca mais”, ao lado da frase “Eu não quero flores, eu quero respeito”

03 · A ATIVISTA

Contra a violência, pela vida das mulheres

Uso minha voz para enfrentar a violência contra a mulher e o feminicídio. Organizo eventos que levam milhares de pessoas às ruas, lidero projetos de empreendedorismo feminino e ajudo a construir uma rede de apoio emocional para quem precisa recomeçar.

Correndo ou Pedalando contra o FeminicídioCorrida, caminhada e ciclismo em defesa da vida das mulheres.
Costurando a IndependênciaEmpreendedorismo feminino para conquistar autonomia financeira.
ConectaRede que conecta mulheres a atendimento psicológico gratuito ou acessível.
Podcast Voz das VítimasHistórias reais e informação sobre proteção e recomeço.

Projetos do Instituto Vidas em Movimento, em Brasília.

Jéssica abraçando os filhos Bernardo e Benício, fantasiados de super-herói, com um balão dourado do número 2 Bernardo e Benício brincando, um deles sorrindo com a mão para o alto

04 · A SOBREVIVENTE

Sobrevivi. E escolhi viver por inteiro.

Sou sobrevivente de uma tentativa de feminicídio. O homem que deveria me proteger tentou tirar a minha vida.

Hoje sou mãe solo do Bernardo e do Benício, meus quase gêmeos, e encontro na bicicleta a liberdade de seguir em frente. Minha história foi contada pela imprensa e reconhecida pelas instituições do Distrito Federal, e virou força para outras mulheres.

Minha história

A mulher que foi contra tudo o que era negativo

“Eu não deixei que o pior momento da minha vida fosse o fim da minha história.”

  1. 1

    Saí de casa aos 17 anos

    Muito jovem, precisei aprender a me virar sozinha e a acreditar que o meu futuro podia ser diferente.

  2. 2

    Uma bolsa que mudou tudo

    Conquistei uma bolsa para um curso técnico em TI. Foi a porta de entrada para a área em que construí minha carreira.

  3. 3

    A primeira da família com diploma

    Me formei em Análise de Sistemas e depois fiz pós-graduação em Gestão de Projetos. Esse diploma é meu e também dos meus pais.

  4. 4

    Carreira e empreendedorismo

    Cresci na tecnologia até a gestão de produtos e, pelo esporte, criei a Brutas e a Grife do Atleta.

  5. 5

    A tragédia

    Fui vítima de uma tentativa de feminicídio cometida pelo meu próprio companheiro. Sobrevivi.

  6. 6

    A volta por cima

    Recomecei por mim e pelos meus filhos. Transformei a dor em movimento: corridas, pedaladas, caminhadas, podcast e projetos que hoje alcançam milhares de mulheres.

  7. 7

    Reconhecimento

    Fui homenageada pela Câmara Legislativa do DF, e meu nome está em um projeto de lei voltado à proteção e ao recomeço das mulheres: a Lei Jéssica Cytrus.

Na imprensa e nas instituições

Reportagens, recortes e fontes

Clique em cada item para ler na fonte original.

Jéssica Cytrus com camiseta “Feminicídio nunca mais” diante de faixa da campanha “Parem de nos matar”
Foto: Ed Alves / CB / D.A Press
Multidão na largada do Correndo ou Pedalando contra o Feminicídio, no Eixão
Foto: Minervino Júnior / CB / D.A Press

Coluna

Como eu dei a volta por cima

Aqui eu escrevo, com regularidade, sobre o que vivi, o que aprendi e como cada passo do meu recomeço pode ajudar outras mulheres a encontrar o próprio caminho.

Por que eu decidi contar a minha história

Durante muito tempo, achei que a minha história era só minha. Que falar sobre o que eu vivi seria abrir uma ferida que ninguém precisava ver. Hoje eu sei que o silêncio protege quem agride, nunca quem sobrevive.

Eu saí de casa aos 17 anos. Sou filha de uma trabalhadora doméstica e de um vigilante, e ninguém na minha família tinha um diploma universitário. Ganhei uma bolsa para um curso técnico de TI, entrei na faculdade, me formei em Análise de Sistemas e fiz pós-graduação. Construí uma carreira. E, mesmo assim, não estive imune: fui vítima de uma tentativa de feminicídio cometida pelo meu próprio companheiro.

Conto isso porque a violência contra a mulher não escolhe escolaridade, profissão ou conta bancária. E porque, se eu consegui me levantar, outras mulheres também conseguem, principalmente quando não estão sozinhas.

Nesta coluna, vou dividir o que me ajudou a dar a volta por cima: os primeiros passos depois do trauma, a rede de apoio, a maternidade solo com o Bernardo e o Benício, o esporte, o trabalho e a coragem de recomeçar. Sem fórmulas prontas, com verdade.

Se você se reconhecer em alguma dessas linhas, saiba: existe vida depois da violência. E ela pode ser bonita.

Com carinho, Jéssica

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